7 Curiosidades sobre Python que todo iniciante deveria saber
Easter eggs, comportamentos inesperados e fatos curiosos sobre o Python que poucos conhecem.
Python é cheio de surpresas
Quem disse que linguagem de programação precisa ser séria o tempo todo? O Python esconde easter eggs, comportamentos curiosos e decisões de design que vão te surpreender.
1. O Zen do Python
Digite isso no terminal Python:
import this
Aparece o Zen do Python, os princípios filosóficos da linguagem:
Beautiful is better than ugly.
Explicit is better than implicit.
Simple is better than complex.
Complex is better than complicated.
Flat is better than nested.
...
São 19 princípios (deveria ser 20, mas "o último é deixado como exercício para o leitor"). Detalhe: o código-fonte de this é propositalmente ofuscado — irônico para um módulo sobre clareza.
2. Python tem um anti-gravidade
import antigravity
Isso abre uma tirinha do XKCD no navegador. Sim, é um módulo oficial do Python. E tem mais: antigravity.geohash() existe de verdade.
3. O "Olá" escondido
import __hello__
Saída: Hello world!. É o módulo mais simples do Python, usado internamente para testar o sistema de importação.
4. O curioso caso dos inteiros pequenos
O Python mantém objetos pré-criados para inteiros de -5 a 256:
a = 256
b = 256
print(a is b) # True — mesmo objeto na memória
a = 257
b = 257
print(a is b) # False — objetos diferentes!
Isso é uma otimização de performance. Como números pequenos são usados com muita frequência, o Python reutiliza o mesmo objeto em vez de criar um novo toda vez.
5. Multiplicar strings
Você sabia que pode "multiplicar" strings e listas?
print("Ha" * 3) # HaHaHa
print("-" * 40) # ----------------------------------------
print([0] * 5) # [0, 0, 0, 0, 0]
print(["?"] * 3) # ['?', '?', '?']
Funciona até para criar arte no terminal:
for i in range(1, 6):
print("*" * i)
# *
# **
# ***
# ****
# *****
6. Troca de variáveis sem variável temporária
Na maioria das linguagens você precisa de uma variável auxiliar. Em Python:
a = 1
b = 2
a, b = b, a # pronto!
print(a) # 2
print(b) # 1
Isso funciona porque o Python primeiro avalia todo o lado direito e depois atribui. Simples e elegante.
E dá para fazer com mais de duas variáveis:
a, b, c = c, a, b # rotação circular
7. O operador morsa :=
Introduzido no Python 3.8, o walrus operator (operador morsa — vire := de lado e veja o rosto) permite atribuir e usar o valor na mesma expressão:
# Sem walrus
linha = input("Digite algo: ")
while linha != "sair":
print(f"Você digitou: {linha}")
linha = input("Digite algo: ")
# Com walrus
while (linha := input("Digite algo: ")) != "sair":
print(f"Você digitou: {linha}")
O nome é porque := parece os olhos e presas de uma morsa deitada.
Bônus: por que se chama Python?
Não tem nada a ver com cobras! Guido van Rossum, o criador do Python, era fã do grupo de comédia britânico Monty Python. Ele queria um nome curto, único e levemente misterioso.
Por isso você encontra referências ao Monty Python na documentação oficial: variáveis como spam, ham, eggs (em vez do tradicional foo, bar, baz) e citações do grupo nos exemplos.
Conclusão
Python é uma linguagem que não se leva muito a sério — e isso é uma das suas maiores qualidades. Esses easter eggs e curiosidades mostram que por trás de uma ferramenta poderosa existe uma comunidade que valoriza diversão e criatividade.
Da próxima vez que estiver entediado no terminal, tente import this. E lembre-se: Beautiful is better than ugly.